"I wonder how you will remember me. As the girl who likes blueberry pies... Or as the girl with the broken heart?"

Sempre existiu um preconceito a respeito de cantoras que da noite pro dia resolvem virar atrizes. Temos exemplos bastante mal sucedidos dessa combinação, entre as quais podemos citar Britney Spears, Madonna, Spice Girls, Sandy, etc. Porém, um dia, um cara chamado Wong Kar Wai, estava no engarrafamento ouvindo Norah Jones na rádio quando pensou, "Ela tem voz de cinema. Eu faria um filme com ela". Ele nem a conhecia, mas algum tempo depois, conseguiu tornar realidade esse breve devaneio causado por um engarrafamento.
E o resultado foi impressionante. Ao contrário de todos os exemplos mal sucedidos, "Um beijo roubado" é uma obra bonita, na qual Norah Jones inclusive, consegue dar bastante veracidade à sua personagem, que é a principal do filme. O elenco ainda conta com Jude Law, Natalie Portman e Rachel Weisz, sendo que os dois primeiros coincidentemente nos fazem remeter à Closer, tanto pela presença nele, quanto pelo assunto abordado em ambos os filmes, que é a desilusão amorosa e toda a estrada que uma pessoa percorre para livrar-se dela.
Com isso, o filme nos faz refletir sobre quantas atitudes e quantos caminhos nos acabamos por tomar por causa do amor que sentimos e por causa dos nossos relacionamentos. É inegável o quanto esses assuntos são tão marcantes em nossa vida, a ponta de nos fazer mudar toda a direção da vida em decorrência deles.
E é isso que Elizabeth faz. Decide, como ela própria diz, seguir em frente até não sobrar mais lugar para ir. E nesse caminho, que acaba fazendo o filme se tornar de certa forma um road movie, ela se depara com personagens abalados pelo amor também, de formas diferentes da dela. Vemos um policial se destruir no alcoolismo por não aceitar o fim do seu casamento, sua ex-mulher atormentada por ele não deixá-la partir, e uma jogadora de pôquer bastante desiludida com o ser humano, que testa todas as pessoas a sua volta e principalmente o seu pai, do qual se afasta por medo que ele a magoe.
O mais interessante do filme não é apenas a história, ou o maravilhoso elenco. É como o diretor consegue usar metáforas tão bem construídas, capturar ângulos tão belos, desfocar a câmera a seu favor e embalar todo o filme com uma trilha sonora enebriante. Essas e outras coisas fazem com que o filme pareça uma música de jazz, como a própria Norah Jones afirmou.
Um comentário:
Aiiiiii,
Quero esse filme pra mim!! E quero um café pra comer blueberry pies toda noite!!!
E quero ser que nem Natalie Portman, que fica linda de qualquer jeito. é quase um desaforo!!!
Beijooo
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