O que sempre tomamos por votação política é a escolha de um representante. E neste sentido fica até mais compreensível escolher como seu representante alguém semelhante a você. Ideologicamente não sei, porque ideologia não existe mais. O que resta então? Uma semelhança cultural? Filosófica? Social? Desta forma talvez se justifique que, uma população extremamente mal instruída e com o nível de educação tão baixo, escolha como representante "O amigo do presidente". Amigo este que aparece claramente na televisão esculhambando com o presidente no momento de crise, e apoiando seu agora rival, João Henrique.
O que escolher quando restam dois candidatos coligados, brigando entre si, diante de um presidente que não se manifesta (nem poderia, tendo Geddel como ministro)? Podemos escolher, o que no Brasil também não é novidade, a política do menos pior. O menos ignorante. O menos despreparado. O menos incompetente. Isso, quando falo "podemos escolher", me refiro às pessoas que pensam. Não me refiro àqueles que vão ao largo de Dinha com números 13 tatuados no rosto (tal qual os fãs de Xuxa faziam), tomar cerveja em dia de eleição e transformar a política soteropolitana numa lavagem de beco.
Numa coisa Sérgio Bianchi tem razão. A alienação no sul vem pelo trabalho. Na Bahia, pela festa. A parada gay não discute o orgulho ao qual se propõe ter. As manisfestações políticas tampouco. E assim vamos levando, regados pela cerveja (pelo menos isso!) e pelos arrochas e axé-musics da vida. E aliás, não foi o candidato-amigo-do-presidente que lançou pouco antes da eleição, um jingle de arrocha, repetindo o 13 incansáveis vezes?
E quando me perguntam porque não voto no PT, as pessoas não esperam resposta para me julgar alienado. Ser anti-PT virou sinônimo de alienação. Pois bem, que os alienados da alegria do 13 me perdoem, mas fico do jeito que estou. Continuarei não premiando, apoiando ou elegendo a ignorância. Que ela vença, mas sem mim.
3 comentários:
Eu tb me recuso a votar num bando de ignorantes analfabetos funcionais, por + q eles se identifiquem com a maioria do povo, como vc falou. Pq só o poder judiciário tem q ter nível superior? Os outros 2 poderes tb deveriam ter essa obrigação. Aposto q se fosse assim, o país ia melhorar bastante...
Como diria Caetano: BOTA ESSA PORRA PRA FUNCIONAR DIREITO!
Ah, aí em cima era eu!
Bem, eu uma vez disse a Dai que se KK matasse alguém e me contasse, provavelmente o ajudaria a esconder o corpo, visto que nossa relação ultrapssou a barreira do julgamento e estacionou-se na cumplicidade. No entanto, apesar de concordar em parte com o que foi dito, devo lembrar que a política tornou-se mangue em quase a totalidade dos partidos.
E utilizo-me de um exemplo que é mais do que oportuno, pois abraça o partido de ACM Neto (DEM), que, por sinal, é o partido do coração do meu querido amigo KK (o que mais uma vez comprova o nível da nossa cumplicidade). Esse exemplo chama-se "Leo Kret do Brasil", cujo número era 25024. Leo Kret, que posou ao lado de Neto em fotos e nas passeatas, é um exemplo clássico da falta de compromisso dos partidos com a qualidade dos representantes do povo. Leo Kret foi o quarto vereador mais votado, o que mostra que o povo não sabe votar, e que os Democratas aproveitam-se disso para ganhar pontos para o partido. Que os petistas bêbados usam de uma falsa consciencia política para posar de politizados, não se discute. Mas num país de ignorantes e analfabetos, os letrados tornam-se aproveitadores e mantenedores da situação.
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